onsdag 12 augusti 2015

Stoppa Roundup

Det har dragits igång en kampanj mot glifosat, det verksamma ämnet i Monsantos Roundup, WHO har klassificerat det som cancerogent och det används mycket i monokulturerna i Brasilien. MSTgruppen i Italien vill att vi driver detta på internationell nivå, för att äntligen få en seger på detta område

Se nedan på portugisiska



queridos/as amigos/as, certamente vocês sabem que há alguns meses
atrás, a Agência Internacional de Câncer IARC, agência da
Organização Mundial da Saúde OMS, classificou o glifosato como um
provável cancerígeno humano.

Desde então, a batalha contra o herbicida, o Roundup da Monsanto, tem
aumentada em todo o mundo. Mesmo em Itália, existe um grupo de
associações ambientalistas, de agricultores, comsumidores, Médicos
para o Meio Ambiente e do Movimento para Agua Bem Comum, que lançou o
Manifesto STOP Glifosato, pedindo ao governo italiano para bloquear o
uso e a venda do glifosato (Em anexo, em Português).

No final de 2015 na Europa expira a autorização para o uso de
glifosato e a Comissão Europeia deve voltar a autorizar ou não o uso
de glifosato.

O glifosato foi também encontrado em águas de superfície e de
profundidade e até mesmo na água potável.

Jà escrivei a Stedile e Marina dos Santos pedindo que Via Campesina
Internacional para lançar uma campanha internacional contra o glifosato
(sabemos quantas doenças que provocaa as fumigaciones sobre os cultivos
transgenicos mesmo no Brasil Argentina ..), e ajudar a coordenação da
Via Campesina na Europa organizar uma batalha para impedir a
reauthorization em União Europea, donde o glifosato è muito utilizado,
tambem para uso non agricolo

Acho que todos os Comites Amigos Mst de Europa e USa devem trabalhar
para isso, temos grande necessidade de uma vitória, esta é uma batalha
dificil, mas que podemos vencir , e seria uma derrota tremenda para o
agronegócio, a Monsanto, Bayer, Syngenta etc., mas também seria um
grande obstáculo para a aprovação do Tratado de Livre Comércio entre
os Estados Unidos e Europa (TTIP).

torsdag 21 maj 2015

Krisen i Brasilien

Regeringen Dilma är mycket utsatt just nu i Brasilien, korruptionsankalgelse, stillastående ekonomi och konflikter med partierna som stöttar henne. Jag har sett mycket om konflikter i kongressen utan att riktigt förstå vad de handlar om. Berätta gärna för mig om du förstår

De sociala rörelserna angriper mu de nedskärningar som görs i arbetslöshetsförsäkring och pension. Härunder ett brett manifest från facket, andra rörelser och ett antal intellektuella

Lennart

MANIFESTO PELA MUDANÇA NA POLÍTICA ECONÔMICA E CONTRA O AJUSTE
O Brasil mudou nos últimos anos. Houve redução do desemprego e melhoria da renda do trabalhador. Milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e outros tantos conquistaram a casa própria. Além disso, milhões ingressaram e concluíram o ensino superior e o ensino técnico. Foram também iniciados e concluídos importantes projetos de infraestrutura.

Vivemos um período importante na trajetória desse projeto de mudança. Depois de 12 anos, o país passa por um momento extremamente difícil. O governo parece encurralado e não demonstra capacidade de ampliar o horizonte político de um projeto que fez o Brasil avançar. O país precisa reencontrar o caminho do desenvolvimento e construir uma estratégia política capaz de enfrentar os novos desafios.

Um pressuposto fundamental desta estratégia política deve ser o crescimento, com proteção dos empregos, evitando que o Brasil mergulhe numa recessão que se avizinha. No entanto, a posição do governo, expressa pelo Ministério da Fazenda, está concentrada exclusivamente numa política de ajuste fiscal, que além de insuficiente, pode deteriorar ainda mais o quadro econômico brasileiro.

Ajuste fiscal recessivo

O governo diz para a sociedade que a MP 665 ataca uma distorção no gasto das políticas de proteção ao trabalhador formal e que a MP 664 corrige abusos e fraudes. No entanto, admite publicamente, especialmente quando se dirige ao mercado financeiro, que essas medidas fazem parte de um ajuste fiscal.

Dados do Dieese estimam que, com a proposta original do governo na MP 665, mais de 4,8 milhões de trabalhadores não poderiam acessar o seguro-desemprego (38,5% do total de demitidos sem justa causa em 2013) e 9,94 milhões de trabalhadores perderiam o Abono Salarial. Com as alterações nas MPs na Câmara dos Deputados, que diminuíram o impacto fiscal, o governo anuncia que aumentará o corte no orçamento dos ministérios e elevará impostos.

O quadro de desequilíbrio fiscal das contas do governo não é responsabilidade dos mais pobres, trabalhadores, aposentados e pensionistas. As causas desse desequilíbrio foram a desoneração fiscal de mais 100 bilhões concedida pelo governo às grandes empresas, as elevadas taxas de juros Selic, que transferem recursos para o sistema financeiro, e a queda da arrecadação devido ao baixo crescimento no ano passado.

Não é justo, agora, colocar essa conta para ser paga pelos mais pobres que precisam de políticas públicas, trabalhadores, aposentados e pensionistas. Enquanto o andar de baixo perde direitos, não está em curso nenhuma medida do governo para tornar o nosso sistema tributário mais progressivo. Dados do especialista em finanças Amir Khair apontam que a taxação sobre as grandes fortunas pode render até R$ 100 bilhões por ano. Onde está a parcela de contribuição dos bancos e dos mais ricos?

Para agravar a situação do país, associado ao arrocho fiscal, vem um aperto monetário, que enfraquece a economia e anula o seu próprio esforço fiscal. O governo já aumentou em 2% da taxa de juros Selic neste ano, beneficiando apenas os especuladores do mercado financeiro. A cada aumento de 0,5% da taxa Selic durante o ano, o gasto público cresce de R$ 7,5 bi a R$ 12 bi. No ano passado, os gastos públicos com juros foram superiores a R$ 300 bilhões.

Enquanto os recursos públicos pagos pelos impostos descem pelo ralo do mercado financeiro, o governo vai cortar direitos dos trabalhadores para economizar R$ 10 bi com essas MPs. Além disso, ameaça vetar a mudança do Fator Previdenciário, que beneficia os aposentados e é defendida pelas centrais sindicais, como se as contas públicas fossem quebrar...

Só com crescimento haverá equilíbrio fiscal e desenvolvimento

Mudar o rumo da política econômica é colocar o crescimento como um aspecto central, porque os números sinalizam uma desaceleração muito forte da economia. Os investimentos do governo federal estão parando. O desemprego cresce mês após mês. A renda do trabalhador também está em trajetória de queda. A arrecadação do governo federal está caindo.

Só com o crescimento econômico poderemos recuperar o equilíbrio das contas públicas. O resultado fiscal é sempre o reflexo da saúde de uma economia. Uma economia estagnada gera um orçamento desequilibrado. Durante o governo de FHC, sua equipe econômica promoveu corte de gastos e contingenciamentos. Mesmo assim, o déficit nominal foi de 5,53% do PIB em oito anos. A dívida pública como proporção do PIB cresceu de 30,6%, em 1995, para 60,4%, em 2002.

Uma economia forte e dinamizada produz aumento da arrecadação, e o resultado é o equilíbrio fiscal. Durante o segundo governo do presidente Lula, a economia cresceu em média 4,7% ao ano e a dívida pública caiu como proporção do PIB de 45,5%, em 2007, para 39,2%, em 2010. E como resultado do crescimento econômico de 7,6%, em 2010, o déficit nominal foi reduzido para 2,5% do PIB.

É hora de radicalizar o projeto de desenvolvimento, com o fortalecimento da produção, investimentos na indústria nacional e na agricultura, desenvolvimento de pesquisa, ciência e tecnologia e dinamização do mercado interno. Enquanto o país se submeter aos interesses do capital financeiro e estiver dependente da dinâmica imposta pelos países avançados, especialmente em relação a ciência e tecnologia, nossa economia estará fragilizada.

O salto que precisamos dar na economia implica uma nova estratégia política para enfrentar a avalanche regressiva, que avança tanto na área do trabalho, com o projeto de terceirização, como na esfera dos valores da sociedade, dando espaço a uma onda conservadora que prega a redução da maioridade penal, a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, a aprovação do Estatuto da Família, a PEC 215 e a eliminação da rotulagem dos alimentos transgênicos. No campo político, avança a legalização do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, dentro de uma contrarreforma política que agravará os problemas no nosso regime democrático.

A fragilidade do governo no Congresso Nacional demonstra que é necessário, mais do que nunca, construir uma nova governabilidade, com as forças progressistas, como as centrais sindicais, movimentos populares, organizações de juventude, cultura e mídia alternativa, para enfrentar a ofensiva neoliberal, que avança ao lado de uma onda conservadora.

O ajuste fiscal, nos termos em que está sendo proposto, coloca o governo contra as forças progressistas, enfraquecendo a capacidade de um salto político. É necessário reagir e colocar em andamento uma nova agenda política, ombro a ombro com as forças democráticas e populares, os movimentos sociais organizados e os partidos políticos - comprometidos com o desenvolvimento inclusivo do país, a soberania nacional e a retomada do crescimento, com a garantia do emprego - que atuam de forma autônoma parar ampliar o horizonte político.

A proposta de ajuste fiscal apresentada pelo governo trava o país diante da possibilidade de uma nova fase de desenvolvimento e da construção de uma nova estratégia política. O Brasil progrediu nos últimos 12 anos, mas a continuidade desse projeto depende de retificações. Essa proposta de ajuste fiscal não combina com os novos desafios. Combina apenas com o passado. Portanto, quem quer dizer SIM ao desenvolvimento com justiça social tem que dizer NÃO ao arrocho fiscal, nos termos propostos pelo governo.

20 de maio de 2015

Entidades

CUT - Central Única dos Trabalhadores

Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra - MST;

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST;

Articulação dos Empregados(as) Rurais - ADERE;

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB;

Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF;

Campanha Nacional Por Uma Reforma Política Pela Constituinte

Central de Movimentos Populares - CMP

Coletivo Nacional de Juventude Negra - Enegrecer

Comissão Pastoral da Terra - CPT;

Conselho Indigenista Missionário - CIMI;

Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombola - CONAQ;

Entidade Nacional de Estudantes de Biologia - ENEBio;

FAMOPES - Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo

Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB;

Fora do Eixo

Fórum Ecumênico ACT Brasil

Intervozes

Levante Popular da Juventude

Mídia Ninja

Movimento de Mulheres Camponesas - MMC;

Movimento dos trabalhadores e trabalhadora do Campo - MTC

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB;

Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA;

Movimento dos Pescadores e Pescadoras - MPP;

Movimento dos Trabalhadores Desempregados- MTD

Movimento Nacional Pela Soberania Popular Frente à Mineração - MAM;

Nação Hip Hop Brasil

Pastoral da Juventude Rural - PJR

Rede Ecumênica da Juventude – REJU

Personalidades

Alfredo Saad Filho- professor de Economia Política da Universidade de Londres

Anivaldo Padilha - Líder Ecumênico

Armando Boito Jr. - Professor de Ciência Política da Unicamp

Breno Altman, jornalista, diretor do site Opera Mundi

Cândido Grzybowski- Diretor do Ibase

Dermeval Saviani, Professor Emérito da UNICAMP e Pesquisador Emérito do CNPq.

Eleuterio Prado- Professor sênior da área de economia da USP -

Gilberto Maringoni - Relacoes Internacionais - UFABC

Heloísa Fernandes, socióloga, professora da USP e da ENFF

João Pedro Stedile- MST/Via Campesina

João Sicsú- Economista e professor UFRJ

Jorge Matoso - economista, é professor aposentado do Instituto de Economia da Unicamp. Foi presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006)

José Carlos de Assis - economista, doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),

José Gomes Temporão- Ex pesquisador da Fiocruz- Ex ministro da saúde 2007-2010

José Juliano de Carvalho Filho- Economista- Professor Doutor FEA/USP

Ladislau Dowbor - economista e professor da Pós-Graduação na Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Laura Tavares - FLACSO Brasil

Leda Maria Paulani- Professora Titular- Departamento de Economia, FEA-USP

Lisete Regina Gomes Arelaro- Professora do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da FEUSP

Luiz Alfredo Salomão - Diretor- Escola de Políticas Públicas e Gestão Governamental, foi subchefe executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência,

Luiz Gonzaga Belluzzo é professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Marcio Pochmann - professor do Instituto de Economia da Unicamp, ex-presidente do IPEA no governo Lula

Odilon Guedes- Economista; Diretor doSindicato dos Economistas no Estado de São Paulo.

Pedro Paulo Zahluth Bastos- Professor Associado (Livre Docente)- Instituto de Economia - UNICAMP

Ricardo Summa - professor doutor - Instituto de Economia - UFRJ

Samuel Pinheiro Guimarães Neto - diplomata brasileiro, foi secretário-geral das Relações Exteriores do Ministério das Relações Exteriores e ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) do Governo Lula

Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul

Valter Pomar, professor universitário e militante do Partido dos Trabalhadores

Adelaide Gonçalves - historiadora, universidade federal do ceará

Ailton Cotrim Prates- Professor Assistente - UFAL/Arapiraca

Antonio José Alves Junior- Professor Associado II da UFRRJ

Alvaro Britto - Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro- Coordenador do Curso de Jornalismo do Centro Universitário de Barra Mansa

Amália Catharina Santos Cruz-Professora, Uneb/Dcvh Iv

Ana Corbisier, socióloga

Ana Costa - Professora da UFF/RJ.

Andrea Caldas - Setot de Educacao UFPR

Angela Maria Carvalho Borges- Pós graduação em POlíticas Sociais e Cidadania/ UCSal - Bahia

Anivaldo Padilha - Líder Ecumênico

Artur Machado Scavone - Jornalista

Bruno Elias, secretário nacional de movimentos populares do PT

Carlos Roberto Colavolpe- Professor Associado III FACED/UFBA

Carolina Nozella Gama- Universidade Federal de Alagoas/Pós-graduação da Universidade Federal da Bahia

Celi Zulke Taffarel - Professora Dra. Titular Faced Ufba

Cesar Cordaro- Comitê Paulista Pela Memória, Verdade e Justiça - CPMVJ

Cesar Sanson – Professor Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

Diana Cohen- Assessora da Comissão da memoria e Verdade - São Paulo

Fabiano Abranches Silva Dalto- Professor de Economia da Universidade Federal do Paraná

Fernando Augusto M. Mattos (Uff - Faculdade De Economia)

Gilson de Góz Gonzaga - Operário de fábrica - Militante do PT

Giovane Zuanazzi, diretor de movimentos sociais da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)

Giucelia Figueiredo Presidente Conselho Regional de Engenharia e Agronomia/ CREA/ Pb

Gláucia Campregher - professora Economia - UFRGS

Henrique Novaes- Professor UNESPMarília

Inês Patrício - professora de economia da UFF

Isabel Lustosa - Cientista Política e Historiadora, da Fundação Casa de Rui Barbosa

Jayr Lemos de Almeida- Técnico agrimensor

Joilson Cardoso- Vice-Presidente Nacional da CTB- Secretario Nacional da SSB -Sindicalismo Socialista Brasileiro

José Heleno Rotta - Professor de Economia aposentado da UFCG

Lazaro Camilo Recompensa Joseph- Professor Universidade Federal De Santa Maria

Luiz Carlos Gabas - Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Comissão de Incidência Pública da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Centro de Direitos Humanos de Cascavel / Paraná

Luiz Martins de Melo - Prof. Associado IV do IE/UFRJ

Ligia Maria de Godoy Batista Cavalcanti - Juíza de Direito – Natal/RGN

Marcio Sotelo Felippe - ex-Procurador Geral do Estado de São Paulo, membro da Comissão da Verdade da OAB-Federal

Marcos Corrêa Da Silva Loureiro - Professor Da Ufg - Goiânia-Go

Maria Aparecida Dellinghausen Motta - Editora Autores Associados

Mário Jorge da Motta Bastos - Professor Associado - Universidade Federal Fluminense.

Marta Skinner- Uerj- professora universitária

Mary Garcia Castro. Uniao Brasileira de Mulheres

Miriam Abramovay - Coordenadora da Área de juventude e Potícias Públicas - FLACSO

Nancy Cardoso- Pastora metodista, graduada em Teologia e Filosofia, mestra e doutora em Ciências da Religião,

Rafael Litvin Villas Bôas, professor da UnB

Rafael Soares de Oliveira

Raimundo Bertuleza (Poty), Poeta e militante sindical

Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central de Movimentos Populares (CMP-SP)

Rennan Moura Martins- Jornalista. Editor do Blog dos Desenvolvimentistas

Ricardo Buratini, economista

Ricardo Fernandes de Menezes, médico sanitarista, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo

Robson Amâncio - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Instituto de Ciências Humanas e Sociais Departamento de Ciências Socias

Robson Dias da Silva- Economista, professor Adjunto UFRRJ

Roberta Calixto, designer, militante feminista e do partido dos trabalhadores

Rodrigo Sérvulo da Cunha - Advogado e cientista social, presidente do Coletivo Advogados para a Democracia

Rogério Correia de Moura Baptista- Deputado Estadual

Sandro Conceição de Matos - Professor de Biologia - LEPEL

Suely Farah - professora - PMSP

Vanessa Petrelli Corrêa- Professora Titular Instituto de Economia- Universidade Federal de Uberlândia

Virgílio de Mattos - MG

Zilda Márcia Grícoli Iokoi - Professora Titular do Departamento de História da Universidade de São Paulo


tisdag 12 maj 2015

Gå på MST:s skola, sök

Två praktikplatser hos MST (de jordlösas rörelse) i Brasilien

Latinamerikagrupperna kommer skicka två aktivister till en praktik med fokus på politisk teori och organisering, samordnad av MST - de jordlösas rörelse i Brasilien. Kursen samlar cirka 120 aktivister från systemkritiska sociala rörelser från hela Latinamerika. Praktiken påbörjas med introduktion i Sverige 15-28 juni.

Uppgifter:
  • Delta vid MST:s ledarskapsskola 29 augusti – 30 november 2015 i Brasilien och bidra med perspektiv från en europeisk kontext. Planerade aktiviteter från ca. 07.00 – 19.00 sju dagar i veckan.
  • Samla relevant material från ledarskapsskolan för att kunna dela med Latinamerikagrupperna efter skolans slut.
  • Utvärdera praktiktiden på ledarskapsskolan
  • Löpande dokumentera och sedan strukturera idéer och tips som skolan ger upphov till, som kan vara relevant/intressant för Latinamerikagrupperna
  • Överlämna strukturerad dokumentation till handledare i Sverige för vidare användning inom Latinamerikagrupperna
  • Förbereda utåtriktad presentation av tiden på ledarskapsskolan och presentera denna för aktiva inom Latinamerikagrupperna.


Vem är du?
Latinamerikagrupperna arbetar för att förändra de strukturer som leder till fattigdom och utanförskap. Vi söker dig som vill vara del av det arbetet, och som vill hjälpa till att sprida vårt budskap till fler.
                             
Du har vana vid föreningsarbete, gärna ideellt, och har intresse för frågor som rör globala rättvisefrågor. Du har mycket god kunskap i spanska eller portugisiska. Det är meriterande med erfarenhet av Latinamerikagrupperna, liksom egen erfarenhet av vistelse i Latinamerika.

Latinamerikagrupperna arbetar för en mångfald på arbetsplatsen.

Praktiken består av tre delar:
• Praktik på Latinamerikagruppernas kontor i Stockholm
(15 – 29 juni 2015. Detta inkluderar att vara med på ett sommarläger på Gotland med fokus på klimat och handelsavtal 25-28 juni.
• Praktik på Latinamerikagruppernas kontor i Quito (Ecuador)
(ca. 29 juli – 28 augusti 2015).
• Delta i ledarskapskolan hos Latinamerikagruppernas
samarbetsorganisation MST i Brasilien
(29 augusti – 30 november 2015)
• Praktik på Latinamerikagruppernas kontor i Quito (Ecuador)
(1 – 12 december 2015)
•Utåtriktat informations- och folkbildningsarbete i Sverige
(februari 2016)

Vem kan söka?
Du som är mellan 20 -30 år, är svensk medborgare och som ej har gjort SIDA-finansierad praktik tidigare eller varit anställd av Latinamerikagrupperna.
Resa och försäkring under praktiktiden i Latinamerika finansieras av Latinamerikagrupperna.

Ansökan
Skicka din ansökan inkl CV till rekrytering@latinamerikagrupperna.se.  

Sista ansökningsdag: 15 maj 2015.


 

torsdag 23 april 2015

Från MST om Globo och Latinamerikas framtid

Det är 50 år sedan mediejätten Globo startade sin verksamhet i Brasilien, stöttade militärdiktaturen. Nu behärskar de mediesituationen i Brasilien med TV, och tidningar. Dessa är mycket aktiva för att störta regeringen Dilma

En text från sociala rörelser om Globo, smat tio skäl till att bekämpa Globo (under också en intervju med Stedile om det politiska läget i Brasilien)


MANIFESTO 50 ANOS DA TV GLOBO: VAMOS DESCOMEMORAR!

A TV Globo festejará os seus 50 anos de existência no dia 26 de abril. Serão promovidos megaeventos e lançados vários produtos comemorativos. No mesmo período, porém, muita gente está disposta a promover a “descomemoração” do aniversário do império global, um ato de repúdio ao papel nocivo desse grupo de mídia na história do país. Uma palavra-de-ordem que se destaca em todo o Brasil em manifestações recentes é: “O povo não é bobo. Fora Rede Globo”. E motivos não faltam para esta revolta.

A emissora é filha bastarda do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando

sustentação ideológica à ação das Forças Armadas. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou as graças dos ditadores. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas. Os concorrentes no setor foram alijados, apesar do falso discurso global sobre o livre mercado.

Nascida da costela da ditadura, a TV Globo tem um DNA golpista. Apoiou abertamente as prisões, torturas e assassinatos de inúmeros lutadores patriotas e democratas que combateram o regime autoritário. Fez de tudo para salvar o regime dos ditadores, inclusive omitindo a jornada das Diretas Já na década de 80. Com a democratização do país, ela atuou para eleger seus candidatos – os falsos “caçadores de marajás” e os convertidos “príncipes neoliberais”. Na fase recente, a TV Globo militou contra toda e qualquer avanço mais progressista, atuando na desestabilização dos governos que não rezam integralmente a sua cartilha. Nas marchas de março desse ano, ela ajudou a mobilizar o anseio golpista e garantiu a ele todos seus holofotes.

A revolta contra a Globo que ganha corpo está ligada também à postura sempre autoritária diante dos movimentos sociais brasileiros. As lutas dos trabalhadores ou não são notícia na telinha ou são duramente criminalizadas. A emissora nunca escondeu o seu ódio ao sindicalismo, às lutas da juventude, aos movimentos dos sem-terra e dos sem-teto. Através da sua programação, não é nada raro ver a naturalização e o reforço ao ódio e ao preconceito. Esse clima de controle e censura oprime jornalistas, radialistas e demais trabalhadores da empresa, que são subjugados por uma linha editorial que impede, na prática, o exercício do bom jornalismo, servidor do interesse público, em vez da submissão à ânsia de poder de grupos privados.

Além da sua linha editorial golpista e autoritária, a Rede Globo – que adora criminalizar a política e posar de paladina da ética – está envolvida em inúmeros casos suspeitos. Até hoje, ela não mostrou o Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) do pagamento dos seus impostos, o que só reforça a suspeita da bilionária sonegação da empresa na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A falta de transparência do império em inúmeros negócios é total. Ela prega o chamado “Estado mínimo”, mas vive mamando nos cofres públicos, seja através dos recursos milionários da publicidade oficial ou de outros expedientes mais sinistros.

Essas e outras razões explicam o forte desejo de manifestar o repúdio à TV Globo em seu aniversário de 50 anos. Assim, vamos realizar em torno do dia 26 de abril uma série de manifestações, em todo o país, para denunciar a emissora como golpista ontem e hoje; exigir a comprovação do pagamento de seus impostos; e reforçar a luta por uma mídia democrática no Brasil.

Sem enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo – não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do país. Por isso, vamos às ruas contra a Globo e convidamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, a liberdade de expressão, a cultura nacional, o jornalismo livre e a soberania popular a participar das manifestações em todo o país.

Assinam (em ordem alfabética):

ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos

Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular

Blog da Cidadania

Blog Maria Frô

Blog O Cafezinho

Blog Viomundo

Brasil de Fato

Campanha por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político

Centro de Estudos Barão de Itarare

Consulta Popular

Contracs – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços

CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

CUT- Central Única dos Trabalhadores

Enegrecer- Coletivo Nacional de Juventude Negra

FNDC- Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Fora do Eixo

FUP- Federação Única dos Petroleiros

Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Intervozes

Jornal Página 13

Juventude do PT

Juventude Revolução

Levante Popular da Juventude

MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens

Marcha Mundial das Mulheres

Movimento JUNTOS!

MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

MTST- Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

Nação Hip Hop Brasil

Sindicato dos Professores de Campinas (Sinpro)

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

UBM- União Brasileira de Mulheres

UJS- União da Juventude Socialista

UNE- União Nacional dos Estudantes

Uneafro-Brasil

Vermelho


1. Canal 4 estava prometido à Rádio Nacional
Em meados de 1950, Roberto Marinho era apenas um entre os vários empresários da comunicação no país. O magnata da época atendia pelo nome de Assis Chateaubriand e detinha a maior cadeia de jornais, rádios e duas emissoras nascentes de televisão. A rádio líder absoluta de audiência e mais querida do Brasil era a Nacional, a PR-8 do Rio de Janeiro, de propriedade do governo federal. O sucesso da Nacional era tamanho que animou seus dirigentes a solicitar que o então presidente da República lhe concedesse um canal de TV. Constava do currículo da Rádio Nacional já ter feito experiências pioneiras na área, ao ocupar o canal 4 para televisionar (como se dizia na época) dois dos seus programas.
O presidente da República era Juscelino Kubitschek, que considerou justa a reivindicação, uma decorrência natural da liderança da emissora. Na publicação de final de ano em 1956, a direção da Rádio Nacional anunciava para “breve” a entrada no ar da sua emissora, a TV Nacional, canal 4, conforme compromisso assumido por Juscelino. As concessões de canais de rádio e TV eram atribuições exclusivas do ocupante do Executivo Federal.
Os meses se passaram e Juscelino ”esqueceu-se” da promessa. No final de 1957, para surpresa da direção da Rádio Nacional, o canal 4 que lhes fora prometido acabou concedido para a inexpressiva Rádio Globo, de Roberto Marinho. A decisão foi condicionada por pressões diretas de Chateaubriand, que aceitava qualquer coisa menos que a Rádio Nacional ingressasse no segmento televisivo, temendo as consequências disso para seus negócios. Neste contexto, o canal ir para Roberto Marinho era um mal menor.
O Brasil perdeu assim a chance histórica de ter, no nascedouro, duas modalidades de televisão: a comercial, representada pelas emissoras de Chateaubriand, e a estatal voltada para o interesse público como seria a da Rádio Nacional.
2. Acordo com a Time-Life feriu interesses nacionais
Ao contrário da Rádio Nacional, que dispunha de todas as condições para colocar no ar sua emissora de TV, a de Roberto Marinho precisou aguardar alguns anos. Para a implantação da TV Globo, a partir de 1961, foi decisivo o apoio do capital internacional, representado pelo gigante da mídia norte-americana Time-Life. A emissora começou a operar de forma discreta em 26 de abril de 1965 e seus primeiros meses foram um fracasso em termos de audiência.
Em junho de 1962, Marinho passou a ser apoiado com milhões de dólares, num episódio que a emissora ainda hoje sustenta que se tratou apenas de “um contrato de cooperação técnica”. A realidade, fartamente documentada por Daniel Herz, em sua obra já clássica A história secreta da Rede Globo (1995), prova o contrário. Roberto Marinho e o grupo Time-Life contraíram um vínculo institucional de tal monta que os tornou sócios, o que era vedado pela Constituição brasileira. Foi este vínculo que assegurou à Globo o impulso financeiro, técnico e administrativo para alcançar o poderio que veio a ter.
A importância da ligação com os norte-americanos, nos primórdios da emissora, pode ser avaliada pela declaração do engenheiro Herbert Fiúza, que integrou a sua primeira equipe técnica: “A Globo era inspirada numa estação de Indianápolis, a WFBM. E o engenheiro de lá foi quem montou tudo, porque a gente não sabia nada”.
Chateaubriand, que antes havia ficado satisfeito em inviabilizar o canal de TV para a Rádio Nacional, percebeu o risco que suas emissoras passavam a correr. Tanto que dedicou ao “Caso Globo/Time-Life” nada menos do que 50 artigos, todos atacando Roberto Marinho e acusando-o de receber, na época, US$ 5 milhões, repassados em três parcelas, o que representava “uma ofensiva externa contra os competidores internos” (Morais, 1994, p.667).
A repercussão dessas denúncias foi tamanha que a CPI criada pelo Congresso Nacional para apurá-las acabou descobrindo que a TV Globo mantinha não um, mas dois contratos com o grupo Time-Life. Em um deles, os norte-americanos tinham participação de 49%. Em outras palavras, não se tratava de contrato, mas de sociedade. A CPI pôs fim à sociedade. Mas, ao invés de sair penalizada do episódio, a Globo foi duplamente beneficiada: Roberto Marinho ficou com o controle total da emissora e os militares, então no poder, não tomaram qualquer providência contra ela. A TV Globo poderia ter tido sua concessão cassada.
3. O apoio à ditadura militar (1964-1985)
Nos anos 1960, o Brasil era visto pelos Estados Unidos como sua área de influência direta. E a TV Globo foi fundamental para trazer para cá o way of life norte-americano juntamente com o seu modelo de televisão. A TV comercial, um dos tipos de emissora existentes no mundo, adquire aqui o status de única modalidade de TV. Não por acaso, Murilo Ramos (2000, p.126) caracteriza o surgimento da TV Globo como sendo “a primeira onda de globalização da televisão brasileira”, que, concentrada num único grupo local, monopolizou a audiência e teve forte impacto político e eleitoral ao longo das décadas seguintes.
Durante quase 20 anos, TV Globo e governos militares viveram uma espécie de simbiose. Os militares, satisfeitos por verem nas telas da Globo apenas imagens e textos elogiosos ao “país que vai para a frente”, retribuíam com mais e mais benesses e privilégios para a emissora. A partir de dezembro de 1968, com a edição do AI-5, o país mergulhou no “golpe dentro do golpe”, com prisão e perseguição a todos os considerados inimigos e adversários do regime e a adoção de censura prévia aos veículos de comunicação.
A TV Globo enfrentou alguns casos de censura oficial em suas telenovelas, mas o que prevaleceu na emissora foi o apoio incondicional de sua direção aos militares no poder e a autocensura por parte da maioria de seus funcionários.
Ainda hoje não falta quem se recorde de situações patéticas em que o então apresentador do Jornal Nacional, Cid Moreira, mostrava aos milhares de telespectadores brasileiros cenas de um país que se constituía “em verdadeira ilha de tranquilidade”, enquanto centenas de militantes de esquerda eram perseguidos, presos, torturados ou mortos nas prisões da ditadura. Some-se a isso que a TV Globo sempre se esmerou em criminalizar quaisquer movimentos populares.
4. O combate permanente às TVs Educativas
Desde 1950 que as elevadas taxas de analfabetismo vigentes no Brasil eram uma preocupação constante para setores nacionalistas e de esquerda. Uma vez no poder, algumas alas militares viram na radiodifusão um caminho para combater a subversão e, ao mesmo tempo, promover a integração nacional. O resultado disso foi que, em 1965, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) solicita ao Conselho Nacional de Telecomunicações a reserva de 48 canais de VHF e 50 de UHV especificamente para a televisão educativa.
O número era dos mais significativos e poderia ter representado o começo de canais voltados para os interesses da população, a exemplo do que já acontecia em outras partes do mundo. Pouco depois do decreto ser publicado, Roberto Marinho começa a agir para reduzir sua eficácia. E, na prática, conseguiu seu intento. O decreto-lei nº 236, de março de 1967, se, por um lado, formalizava a existência das emissoras educativas, por outro criava uma série de obstáculos para que funcionassem. O artigo 13, por exemplo, obrigava essas emissoras a transmitir apenas “aulas, conferências, palestras e debates”, ao mesmo tempo em que proibia qualquer tipo de propaganda ou patrocínio a seus programas. Traduzindo: as TVs Educativas estavam condenadas à programação monótona e à falta crônica de recursos.
Como se isso não bastasse, o artigo seguinte fechava o cerco a essas emissoras, determinando que somente pudessem executar o serviço de televisão educativa a União, os estados, municípios e territórios, as universidades brasileiras e alguns tipos de fundações. Ficavam de foram, por exemplo, sindicatos e as mais diversas entidades da sociedade civil.
Dez anos após este decreto-lei, apenas seis emissoras educativas tinham sido criadas no país, número muito distante dos 98 canais disponíveis. As emissoras educativas não conseguiam avançar, esbarrando na legislação que lhes obrigava a viver exclusivamente do minguado orçamento oficial, ao passo que as televisões comerciais, em especial a Globo, experimentavam crescimento sem precedentes. Crescimento que contribuiu para cristalizar, em parcela da população brasileira, a convicção de que a emissora de Roberto Marinho era sinônimo de qualidade. 
5. O programa global de telecursos
Oficialmente, o projeto tinha o nome de Educação Continuada por Multimeios e envolvia um convênio entre a Secretaria de Cooperação Econômica e Técnica Internacional (Subin) da Secretaria de Planejamento da Presidência da República, o BID, a Fundação Roberto Marinho (FRM) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB). Aparentemente, o seu objetivo era nobre: “O atendimento à educação de população de baixa renda do país, mediante a utilização e métodos não tradicionais de ensino”.
Na versão inicial, o convênio tinha 15 cláusulas, com a FRM assumindo a condição de entidade executora e a FUB a de sua coexecutora. Na prática, o convênio ficou conhecido como Programa Global de Telecursos e atendia exclusivamente aos interesses da FRM. Através dele, a FRM pretendia, sem qualquer custo, apoderar-se do milionário “negócio” da teleducação no Brasil. Para tanto, esperava contar com recursos nacionais e internacionais inicialmente da ordem de US$ 5 milhões embutidos em um pacote de U$S 20 milhões solicitados pela Subin ao BID, no início de 1982.
A parceria com a FUB era importante por ela ser uma entidade voltada para o ensino público e estar isenta de impostos para a importação dos equipamentos necessários à montagem de um centro de produção televisiva a custo zero. Em outras palavras, a FRM pretendia tornar-se a administradora da verba (nacional e internacional) destinada às televisões educativas no Brasil, geridas pela Funtevê, entidade governamental. Imediatamente, a Funtevê deixou nítido que o convênio exorbitava as competências da FRM e da própria UnB. É importante assinalar que pela UnB um dos raros entusiastas deste convênio era o seu então reitor, capitão de mar-e-guerra José Carlos Azevedo.
A discussão em torno deste convênio e da tentativa das Organizações Globo de apropriarem-se dos recursos destinados às TVs educativas brasileiras ganham a imprensa nacional no final de 1982 e início de 1983. Matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo (17/04/1983), sob o título de “Globo poderá monopolizar teleducação”, tratava o assunto em forma de denúncia. O “tiroteio” entre os jornais Globo e Folha de S.Paulo durou vários meses e o convênio, que acabou não sendo assinado, só foi sepultado três anos depois, com o fim do regime militar. Sem muita cerimônia, o então secretário-executivo da FRM, José Carlos Magaldi, chegou a admitir que “é óbvio que não fazemos teleducação por patriotismo”.
Esta não foi a primeira e nem a última tentativa das Organizações Globo de se apoderarem da teleducação no Brasil. Aliás, a FRM tem, nos dias atuais, representado o Brasil em vários fóruns internacionais sobre educação e teleducação. O MEC sabe disso?
6. O caso Proconsult e o combate a Leonel Brizola
Antes dos petistas, Leonel Brizola foi um dos políticos brasileiros mais combatidos pela TV Globo e por seu fundador, Roberto Marinho. Marinho nunca o perdoou pelo fato de ter comandado a Rede da Legalidade, nome que receberam as emissoras de rádio que, quando da renúncia de Jânio Quadros à presidência da República, em 1961, passaram a defender a posse de seu vice, João Goulart. Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, era cunhado de Goulart.
Com a vitória do golpe civil-militar de 1964, Brizola foi para o exílio e só pode retornar ao Brasil com a anistia, em 1979. Político com fortes compromissos populares, em 1982 disputou o governo do Rio de Janeiro, pelo PDT, partido criado por ele.
O caso Proconsult foi uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para impossibilitar a vitória de Brizola. Consistia em um sistema informatizado de apuração dos votos, feito pela empresa Proconsult, associada a antigos colaboradores do regime militar. A mecânica da fraude consistia em transferir votos nulos ou em branco para que fossem contabilizados para o candidato apoiado pelas forças situacionistas, Moreira Franco, do então PDS.
As regras da eleição de 1982 impunham que todos os votos (de vereador a presidente da República) fossem em um mesmo partido. Portanto, estimava-se um alto índice de votos nulos. Os indícios de que os resultados seriam fraudados surgiram da apuração paralela contratada pelo PDT à empresa Sysin Sistemas e Serviços de Informática, que divergiam completamente do resultado oficial. Outra fonte que obtinha resultados diferentes dos oficiais foi a Rádio Jornal do Brasil. Roberto Marinho foi acusado de participar no caso.
A fraude foi extensamente denunciada pelo Jornal do Brasil, na época o principal concorrente de O Globo no Rio e relatada posteriormente pelos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Maria Helena Passos e Eliakim Araújo no livro Plim Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral (Conrad Editores, 2005). Devido à participação de Marinho no caso, a tentativa de fraude é analisada no documentário britânico Beyond Citizen Kane, de 1993. A TV Globo, por sua vez, defendeu-se argumentando que não havia contratado a Proconsult e que baseava a totalização dos votos daquela eleição na totalização própria que O Globo estava fazendo.
Em 1994, Brizola venceu novamente Roberto Marinho e a TV Globo ao obter, na Justiça, direito de resposta na emissora. Em 15 de março, um constrangido Cid Moreira (que por 27 anos esteve à frente da bancada do Jornal Nacional) leu texto de 440 palavras que a Justiça obrigou a TV Globo a divulgar em seu telejornal mais nobre.
Foram cerca de três minutos nos quais Cid Moreira, a cara do JN, incorporou Leonel Brizola, então governador do Rio de Janeiro, no mais célebre e então inédito direito de resposta, que abriu caminho para que outros cidadãos buscassem amparo legal contra barbaridades cometidas pela mídia brasileira.
7. Ignorou as Diretas-Já
O PMDB lançou, em dezembro de 1983, uma campanha nacional em apoio à emenda do seu deputado Dante de Oliveira (MT) que restabelecia as eleições diretas no país com o slogan “Diretas-Já”. O primeiro grande comício aconteceu em São Paulo, em 25 de janeiro do ano seguinte, e coincidiu com o 430º aniversário da cidade. A TV Globo ignorou o comício que reuniu milhares de pessoas na Praça da Sé. Reportagem do Fantástico sobre o assunto falava apenas em comemorações do aniversário de São Paulo. Omissões semelhantes aconteceram em relação a outros comícios pelas Diretas-Já em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.
De acordo com o ex-vice-presidente das Organizações Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em entrevista ao jornalista Roberto Dávila, na TV Cultura, em dezembro de 2005, foi o próprio Roberto Marinho quem determinou a censura ao primeiro grande comício da campanha pelas Diretas-Já. Segundo Boni, àquela altura “o doutor Roberto não queria que se falasse em Diretas-Já” e decidiu que o evento da Praça da Sé fosse transmitido “sem nenhuma participação de nenhum dos discursantes”. Para Boni, aliás, no caso das Diretas-Já houve uma censura dupla na Globo: “Primeiro, uma censura da censura; depois, uma censura do doutor Roberto”.
A versão de Boni é diferente da que aparece no livro Jornal Nacional – A Notícia Faz História, publicado pela Jorge Zahar em 2004, e que representa a versão da própria Globo para a história de seu jornalismo. O texto não faz referência alguma a uma intervenção direta de censura por parte de Roberto Marinho. Aliás, a Globo vem tentando reescrever a sua história e, ao mesmo tempo, reescrever a própria história brasileira. Isto fica nítido, por exemplo, quando se compara a história brasileira com a versão que é publicada pela Globo através dos verbetes do Memória Globo. Pelo visto, a emissora aposta na falta de memória e na pouca leitura da maioria dos brasileiros para emplacar a sua versão dos fatos. Foi a partir da campanha das Diretas-Já que teve início a utilização, pelos diversos movimentos populares, do bordão “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo”.
8. Manipulação do debate Collor x Lula
Na eleição de 1989, a primeira pelo voto direto para presidente da República desde 1964, a TV Globo manipulou o debate entre o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva e o do PRN, Fernando Collor. O debate era o último e decisivo antes da eleição. No telejornal da hora do almoço, a TV Globo fez uma edição equilibrada do debate. Para o Jornal Nacional, houve instruções para mudar tudo e detonar Lula. Foram escolhidos os piores momentos de Lula e os melhores de Collor. Ainda foram divulgadas pesquisas feitas por telefone segundo as quais Collor havia vencido. Além disso, o jornalista Alexandre Garcia leu um editorial nitidamente contra Lula e o PT.
Desde então, pesquisas e estudos sobre este “caso clássico de manipulação da mídia” têm sido feitas no Brasil, destacando-se as realizadas pelo sociólogo, jornalista e professor aposentado da UnB Venício A. Lima.
Apesar dos esforços da TV Globo para manter a versão de que a edição deste debate foi equilibrada, novamente seu ex-diretor José Bonifácio Sobrinho contribuiu para derrubá-la. Depois de abordar o assunto em entrevistas à imprensa, por ocasião do lançamento de seu livro de memórias, o ex-dirigente global deu entrevista à própria GloboNews, canal pago da emissora, na qual admitiu, para o jornalista Geneton Moraes Neto, que, durante os debates da campanha presidencial transmitidos pela Globo em 1989, tentou ajudar o candidato alagoano. Para muitos, Boni só fez esta “revelação bombástica”, que quase todos já sabiam, para tentar promover seu livro. 
9. Contra a democratização da mídia
Todos os países democráticos possuem regulação para rádio e televisão. Na Grã-Bretanha, por exemplo, a mídia e sua regulação caminharam juntas. O mesmo pode ser dito em relação aos Estados Unidos, França, Itália e Japão. Nestes países, tão admirados pelas elites brasileiras, nunca ninguém fez qualquer vínculo entre regulação e censura, simplesmente porque ele não existe. No Brasil, onde a mídia em geral e a audiovisual em particular vive numa espécie de paraíso desregulamentado, toda vez que um governo tenta implementar o que existe no resto do mundo é acusado de ditatorial e de querer implantar a censura.
Quando, em 2004, o governo do presidente Lula enviou ao Congresso Nacional projeto de lei criando o Conselho Nacional de Jornalismo, uma espécie de primeiro passo para esta regulação, foi duramente criticado pela mídia comercial, TV Globo à frente. Desde sempre, as Organizações Globo foram contrárias a qualquer legislação que restringisse o poder absoluto que desfruta a mídia no Brasil. Prova disso é que os dispositivos do Capítulo V da Constituição brasileira, que trata da Comunicação Social, continuam até hoje sem regulamentação.
Entre outros aspectos, o Capítulo V proíbe monopólios e oligopólios por parte dos meios de comunicação, determina que a programação das emissoras de rádio e TV deva dar preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas. O capítulo enfatiza, ainda, que as emissoras e rádio e TV devem promover a cultura nacional e regional, além de estimularem a produção independente. Todos esses aspectos mostram como a TV Globo está na contramão de tudo o que significa uma comunicação democrática e plural.
Aliás, os compromissos dos mais diversos movimentos sociais brasileiros com a regulação da mídia foram reafirmados durante o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, de 10 a 12 de abril, em Belo Horizonte. O evento reuniu 682 participantes entre ativistas, estudantes, militantes, jornalistas, estudiosos, pesquisadores, representantes de entidades e coletivos de todo o Brasil. Presente ao encontro esteve também o canadense Toby Mendel, consultor da Unesco e diretor-executivo do Centro de Direitos e Democracia.
A carta final do encontro, intitulada “Regula Já! Por mais democracia e mais direitos”, disponível na página da entidade (www.fndc.org.br), reafirma “a luta pela democratização da comunicação como pauta aglutinadora e transversal, além de conclamar as entidades e ativistas a unirem forças para pressionar o governo a abrir diálogo com a sociedade sobre a necessidade de regular democraticamente o setor de comunicação do país”.
10. Golpismo
Para vários pesquisadores e estudiosos sobre movimentos sociais no Brasil, a mídia, em especial a TV Globo, tem tido um papel protagonista nas manifestações contra a presidente Dilma Rousseff e o PT. Alguns chegam mesmo a afirmar que dificilmente essas manifestações teriam repercussão se não fosse a Rede Globo.
Em outras palavras, a Rede Globo, tão avessa à cobertura de qualquer movimento popular, entrou de cabeça na transmissão destas manifestações e, no domingo 15 de março, por exemplo, mobilizou, como há muito não se via, toda a sua estrutura com o objetivo de ampliar a dar visibilidade a esses atos. Quase 100% de seus jornalistas estiveram de plantão. Durante o programa Esporte Espetacular, exibido tradicionalmente nas manhãs de domingo, o esporte deu lugar para chamadas ao vivo sobre os protestos, que, em tom de convocação, passaram a ocupar a maior parte do tempo.
Nas entradas ao vivo em todas as cidades onde aconteciam mobilizações, os microfones da emissora captaram gritos de guerra contra o atual governo e xingamentos contra a presidente. Em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, foi possível ouvir inclusive palavrões. A título de comparação, as manifestações de 13 de março, que também aconteceram em todo o Brasil e defenderam a reforma política, não mereceram cobertura tão dedicada do maior conglomerado midiático da América Latina.
Erick Bretas, diretor da Rede Globo que há poucas semanas defendeu abertamente o impeachment da presidente Dilma nas redes sociais, voltou a se pronunciar sobre os atos do dia 15, utilizando uma frase de Bob Marley para convocar, através de sua página no Facebook, o povo às ruas: “Get up, stand up”.
Não se sabe se Bob Marley apoiaria a postura de Bretas, mas, sem dúvida, é fato que entre os princípios editoriais da TV Globo não consta nem a “isenção” e muito menos o equilíbrio que tanto prega. Por isso, talvez o melhor resumo sobre a realidade desses protestos e a empolgação da transmissão feita pela TV Globo seja a do professor Gilberto Maringoni, ex-candidato do PSOL ao governo de São Paulo. Segundo Maringoni, “a manifestação principal não está nas ruas. Está na TV”.
Nas redes sociais, internautas repudiaram a cobertura feita pela TV Globo e alcançaram, durante 48 horas ininterruptas, para a hastag#Globogolpista, a primeira posição entre os assuntos mais comentados do Twitter. Novos protestos estão previstos para o dia 26/4. Razão pelo qual este promete ser o pior aniversário da TV Globo em toda a sua história.
***
Stedilie:

Stédile: América Latina está "más cerca de un nuevo ascenso de masas que de una restauración conservadora"


Lo aseguró Joao Pedro Stédile, referente histórico del Movimiento Sin Tierra (MST) en Brasil y de Vía Campesina, aunque subrayó la presencia en la región de ambas tendencias en conflicto.

"Estados Unidos intenta recuperar Latinoamérica no sólo como un espacio geopolítico, bajo su control, sino que necesita las materias primas que tenemos: los minerales; la energía del petróleo, del etanol e hidroeléctrica, y también los commodities agrícolas", afirmó sobre uno de los factores principales que explican el resurgimiento de acciones agresivas de la derecha, incluso golpistas.

"Cuando decimos Estados Unidos, no se trata tanto o solamente de la política de (Barack) Obama. La fuerza real de Estados Unidos se mueve por el poder económico de las empresas, de los bancos y por el poder de la inteligencia militar, la CIA, las fuerzas armadas", declaró Stédile a Télam en una entrevista realizada al margen del VI Congreso de la Cloc-Vía Campesina, cuyas deliberaciones en Ezeiza, oeste del Gran Buenos Aires, concluyeron el viernes último.

En este contexto, el referente del MST de Brasil y de la Vía Campesina situó iniciativas estadounidenses como la llamada Alianza del Pacífico, en su opinión destinada a "cooptar a los gobiernos de Panamá, Colombia y Perú", entre otros.

"Y ahora, más recientemente, se están moviendo intensamente en relación a Venezuela, Brasil y Argentina. En el caso de estos tres países, claves para su dominio, ellos utilizan sobre todo el poder hegemónico que tienen en los grandes medios de comunicación", subrayó.

Más que los partidos tradicionales, "la derecha trabaja ahora ideológicamente y políticamente, en la lucha de clases, con los medios de comunicación. Así, en Venezuela el principal partido de la derecha se llama CNN en Español; en Brasil, la (red) Globo y aquí en la Argentina, el grupo Clarín".

En el caso de Brasil, "ahora han logrado que un sector de la clase media vaya a la calle, pero cometieron un error, porque lo hicieron llevando la bandera del golpe militar y para esto no hay razón ni viabilidad política".

"En el fondo, puede que no necesiten incluso derrumbar a nuestros gobiernos. Lo que quieren es que los gobiernos, por lo menos en Argentina y Brasil, vuelvan a la agenda neoliberal, que es la agenda del capital. Volver a practicar políticas que garanticen sus ganancias", acotó.

En consecuencia, "para el pueblo y los movimientos populares no hay otro camino que ir a la calle, porque las calles y las plazas son el espacio de hacer política de las masas", sostuvo Stédile y celebró las crecientes protestas sindicales y populares en Brasil contra un intento de ley de precarización laboral.

No obstante, interpretó que "en diversos países de Latinoamérica, quizá con las excepciones de Venezuela y Bolivia, las masas fueron a votar en estos años por gobiernos progresistas pero sin estar todavía en un movimiento histórico de nuevo ascenso", y que "venimos de un prolongado reflujo de la lucha de masas".

"Yo creo que, si queremos cambios, si queremos mejorar las condiciones de vida del pueblo, como movimientos populares tenemos que impulsar que la gente vaya a las calles y a las plazas para disputar ideas y propuestas", señaló Stédile y argumentó que esa es la vía para frenar la embestida de la derecha y también para "impedir que el gobierno regrese al ajuste neoliberal".

"Tenemos esta situación: de un lado, las manifestaciones de los militantes de los movimientos populares, incluidos los movimientos campesino y sindical, y del otro lado la derecha, con la clase media reaccionaria y racista, que quiere el golpe", resumió para el caso brasileño.

En este marco, "el pueblo todavía está sentado mirando la televisión como si se tratara de un partido de fútbol: la derecha contra la izquierda. Si logramos que el pueblo se levante y vaya a la calle, ahí ganaremos el juego. Porque por ahora está empatado, 2 a 2", acotó con humor, apelando a una metáfora futbolera para explicar la coyuntura política en su país.

Para el referente de Vía Campesina, "a mediano plazo sólo tenemos un camino: estimular todo tipo de movilización popular para generar en nuestros países un nuevo período histórico de ascenso del movimiento de masas, como en líneas generales lo tuvimos del '45 al '73 en todo el continente".

"Y yo creo que estamos más cerca de un nuevo ascenso de masas que de una restauración conservadora", apuntó.



-- 
Lennart Kjörling
Helgagatan 36E
11858 Stockholm
0708-927034

lördag 14 mars 2015

Den politiska krisen i Brasilien

Här kommer gårdagens brev från MST, nu på engelska. Längre ner en artikel på portugisiska där MST tydligt stöder Dilma

Message About Death Threat Against Joao Pedro Stedile
An announcement has been circulated on social media that says “Stedile, dead or alive” and offers a reward of R$10 thousand
Message to the Brazilian people

A “Stedile, dead or alive” ad has been circulated on social media. Presenting him as leader of the MST and "enemy of the Fatherland", the author offers a reward of R$10,000 for those who can fulfill this request. In other words, the ad is encouraging and promising to pay to kill a person, in this case João Pedro Stedile of the national coordination of the MST.
 There are indications that this criminal action originated from the personal Facebook account of Paulo Mendonça, a municipal guard from Macaé (RJ). And it was immediately reproduced by most of the social networks that on a daily basis spew hatred of the people's movements, migrants, the Workers Party and now, especially against President Dilma Rousseff. They are the same social networks for the most part who are organizing for protests on March 15 to demand that Dilma,  legitimately elected in 2014, step down from the office of President of the Republic.
 The authorities have been contacted so that the author of the ad and all those who are posting it can be investigated and brought to justice, since they are guilty of incitement to murder.
But the posting is only a reflection of the sectors of the Brazilian elite who are willing to promote a wave of violence and hatred in order to destabilize the government and take back the power that they lost with the PT's electoral victory in 2002.
For these sectors there are no limits, not even common sense. They refuse to accept the will of the people expressed in the democratic process for electing their rulers.
They get carried away by coup instincts, lulled by the support and connivance of the conservative and anti-democratic media. They use the rhetoric of fighting corruption and the need to remove those who they believe are destroying the country, to flirt with democratic rupture.  They pose as democrats, forgetting that the governments of the military dictatorship also claimed to be democratic.
They are the same ones who committed with impunity the crime against the homeland with the privatization policy of the 1990s.
The poster, and what we see on the streets and social networks, is a consequence mainly of a partisan media, which manipulates, distorts and hides information at the same time promoting hatred and prejudice against those who think differently. The theologian Leonardo Boff is right when he blames the conservative, coup-hungry media, which never respected a popular government but wants to heighten the drama of the political crisis in the country. And courageously names the promoters of the chaos in which they want to throw the country: the newspaper O Globo, TV Globo, Folha de S. Paulo, the Estado de S.Paulo and the perverse and lying Veja magazine.
A media power that has the ability to hijack political parties and sectors of the powers in the republic.
This media, without any ethics or social responsibility, shapes its readers with the mentality of the author who made the criminal poster about Stedile. And it's this media that feeds the social networks  with the most anti-social and uncivilized values.
 The PSDB Party, betraying their social democratic origin, are opposing the government, feeding a collective hatred that was initially restricted to the upper class, but now sprawling throughout all segments of society, against a political party and the elected president. They imagine that they will benefit from the chaos and install their own party.
 A monster was created by the way the PSDB chose to oppose the Workers Party government and by the irresponsibility of the business media. Violence and hatred are spreading in the streets. This creature has picked its first victims: gay couples and their children, immigrants, the poor of the suburbs, grassroots leaders and political activists of the left. But often those creatures, who are always hungry for violence and intolerance, do not even spare their creators and those who are accompanying them today.
 There will be a long journey to overcome the difficulties created by those who oppose building a country that is socially just, democratic and egalitarian. 
Starting with a deep political reform that takes us to a new National Constituent Assembly, exclusive and binding. It is necessary to tax large fortunes and face the power of the financiers and the financial system. Battles so urgently needed in order to face the challenge of democratizing communication to  ensure equally the freedom of expression and the right to information, rights blocked by the monopoly media that exists in the country.
 Only then, those who are nostalgic for the dictatorships will be defeated, and the people will be conscious of the need to defend the country' and struggle for democracy, and not the opposite, as the author of the criminal poster believes today.
 Landless Workers Movement– MST
São Paulo, March 12, 2015


Stédile ber aktivisterna att smörja stövlarna och gå ut på gatorna för spelet börjar. Han uppmanar medlemmarna att stödja Dilma så att hon inte viker ner sig

Ato a favor da Petrobras em Porto Alegre - Flavio Ilha / O Globo
PORTO ALEGRE – O principal dirigente do MST no país, João Pedro Stédile, apelou nesta quinta-feira em Porto Alegre, durante ato em defesa da Petrobras, para que a presidente Dilma Rousseff “não se acovarde” diante da pressão de setores do país “que querem tomar o poder no grito”. Diante de um público estimado em 5 mil pessoas pela Brigada Militar, Stédile comparou a situação política atual ao período da Legalidade, quando João Goulart foi impedido de assumir a Presidência com a renúncia de Jânio Quadros. Ele prometeu “botar o povo na rua” depois das manifestações do próximo domingo, para garantir que o país “faça as reformas necessárias”.
— Se a burguesia tentar dar um golpe, nós temos que assumir um compromisso de ocupar as praças, acampar, fazer vigílias e daqui do Rio Grande, como foi na campanha da Legalidade (em 1961), exigir respeito à democracia, manter o povo unido e marchar a Brasília para exigir que esses idiotas da Globo e do capital internacional, que querem botar a mão no pré-sal, respeitem a democracia e o povo possa avançar. Esperamos também que a nossa companheira Dilma tenha a coragem do velho Brizola. Dilma, não se acovarde. Não caia na esparrela do ajuste neoliberal – discursou.
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E mandou um recado à militância:
— Engraxem as botas e as chuteiras, que o jogo só está começando. Quem não tiver barraca compre uma. Compre um tênis. Estamos aqui no vestiário, só nos preparando.
As declarações foram feitas durante ato em defesa da democracia, da constituinte da reforma política e da Petrobras. A manifestação fez parte da agenda de ações que ocorrem em várias outras cidades do país nesta quinta-feira. Desde as 7h militantes ligados à CUT, à CTB, ao MST e à Via Campesina, entre outras entidades, ocuparam ruas de cidades da Região Metropolitana com faixas em defesa da estatal e contra o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Segundo os organizadores, cerca de 50 ônibus locados transportaram militantes de várias cidades até Porto Alegre. Havia delegações de cidades da Serra, como Caxias do Sul e Farroupilha, e de regiões mais distantes da capital, como Lagoa Vermelha, no Norte.


Camponeses da Via Campesina participam de ato em Porto Alegre em defesa dos direitos dos trabalhadores e da Petrobras. - Divulgação/ MST
No mês passado, em ato em defesa da Petrobras, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula também conclamou os militantes a defender o governo e a democracia.
— Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas — disse durante o ato.
Na segunda-feira passada, Stédile esteve reunido em São Paulo com o ex-presidente Lula para definir a estratégia das manifestações em favor do governo petista. A liderança sem-terra afirmou que as manifestações vão continuar nesta sexta-feira em várias cidades do país e também na semana que vem, após os atos marcados pela oposição para este domingo.
O líder do MST usou o mesmo argumento do PT ao dizer que a corrupção é provocada diretamente pelo atual modelo de financiamento das campanhas eleitorais. Stédile afirmou que “meia dúzia de gerentes filhos da puta e ladrões” não podem comprometer o papel estratégico da Petrobras para a economia do país e que os casos de pagamento de propina são “endêmicos” em governos liberais.
Stedile também criticou a composição do Congresso que, de acordo com o dirigente sem-terra, foi 70% comprado pelo financiamento privado de campanhas.
— Hoje não temos mais parlamentares do PT, do PC do B, do PDT, do PMDB. Hoje nós temos a bancada ruralista, a bancada da Gerdau, a bancada da Vale, a bancada da Bala, a bancada dos filhos da puta, menos a bancada da classe trabalhadora — criticou.
O sem-terra também fez uma autocrítica ao dizer que os movimentos que têm deixado a presidente Dilma “acuada” são “fruto dos nossos erros” — citando a publicidade oficial em grandes veículos de comunicação que segundo ele fazem oposição ao governo como um desses erros. E completou, em referência ao governo:
— Quem planta pepino não colhe melancia, só colhe pepino.
Stédile também disse que não vê problema nas manifestações antiDilma e próimpeachment marcadas para este domingo em capitais do Brasil. Mas ressalvou que não aceitará “ameaças”. Durante o dia, a assessoria do MST divulgou uma nota afirmando que Stédile tem sofrido ameaças de morte e citou um anúncio que circula pela internet que pede o líder sem-terra “vivo ou morto” em troca de recompensa de R$ 10 mil. O caso foi denunciado à Polícia:
— Estão estimulando que o dia 15 vai ser não sei o quê. Não temos problema que a burguesia vá para as ruas no dia 15. Não é esse o problema, pode vir. Mas venham para discutir ideias, não para fazer ameaças. Porque nós vamos botar o povo na rua amanhã (hoje, quinta) e depois do domingo também. Isso significa que essa jornada só está começando. Depois do dia 15, dona Globo e dona burguesia, nós voltaremos às ruas para garantir os nossos direitos.
Em entrevista depois do ato, o líder sem-terra criticou a presidente Dilma e disse que ela foi eleita para fazer reformas populares, e não um ajuste neoliberal. Stédile criticou os cortes orçamentários na educação e na saúde e lembrou que desde outubro do ano passado nenhum novo contrato do programa Minha Casa Minha Vida foi assinado.
Também disse que o MST continua esperando pelos assentamentos prometidos por Dilma na campanha. Stédile pediu que a presidente oriente o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o ministro Joaquim Levy a cumprirem as promessas eleitorais — ele citou que, nos dois últimos anos, apenas 17 mil famílias foram assentadas, das mais de 90 mil que continuam acampadas no país.
O sem-terra também defendeu a estatização da Companhia Brasileira de Alimentos (Conab), transformada pelo PTB, segundo ele, em paraíso para as “negociatas do agronegócio”.

— Dona Dilma, entregue a Conab aos camponeses porque nós sabemos produzir alimentos para o povo sem roubalheira — afirmou.
No mês passado, em ato em defesa da Petrobras, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula também conclamou os militantes a defender o governo e a democracia.
— Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas — disse durante o ato.